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terça-feira, 28 de setembro de 2010

A mídia comercial em guerra contra Lula e Dilma

A mídia comercial em guerra contra Lula e Dilma
24.09.2010
Por Leonardo Boff*

Sou profundamente pela liberdade de expressão em nome da qual fui punido com o “silêncio obsequioso”pelas autoridades do Vaticano. Sob risco de ser preso e torturado, ajudei a editora Vozes a publicar corajosamente o “Brasil Nunca Mais” onde se denunciavam as torturas, usando exclusivamente fontes militares, o que acelerou a queda do regime autoritário.

Esta história de vida, me avaliza para fazer as críticas que ora faço ao atual enfrentamento entre o Presidente Lula e a midia comercial que reclama ser tolhida em sua liberdade. O que está ocorrendo já não é um enfrentamento de idéias e de interpretações e o uso legítimo da liberdade da imprensa. Está havendo um abuso da liberdade de imprensa que, na previsão de uma derrota eleitoral, decidiu mover uma guerra acirrada contra o Presidente Lula e a candidata Dilma Rousseff. Nessa guerra vale tudo: o factóide, a ocultação de fatos, a distorção e a mentira direta.

Precisamos dar o nome a esta mídia comercial. São famílias que, quando vêem seus interesses comerciais e ideológicos contrariados, se comportam como “famiglia” mafiosa. São donos privados que pretendem falar para todo Brasil e manter sob tutela a assim chamada opinião pública. São os donos do Estado de São Paulo, da Folha de São Paulo, de O Globo, da revista Veja na qual se instalou a razão cínica e o que há de mais falso e chulo da imprensa brasileira. Estes estão a serviço de um bloco histórico, assentado sobre o capital que sempre explorou o povo e que não aceita um Presidente que vem deste povo. Mais que informar e fornecer material para a discussão pública, pois essa é a missão da imprensa, esta mídia empresarial se comporta como um feroz partido de oposição.

Na sua fúria, quais desesperados e inapelavelmente derrotados, seus donos, editorialistas e analistas não têm o mínimo respeito devido à mais alta autoridade do pais, ao Presidente Lula. Nele vêem apenas um peão a ser tratado com o chicote da palavra que humilha.

Mas há um fato que eles não conseguem digerir em seu estômago elitista. Custa-lhes aceitar que um operário, nordestino, sobrevivente da grande tribulação dos filhos da pobreza, chegasse a ser Presidente. Este lugar, a Presidência, assim pensam, cabe a eles, os ilustrados, os articulados com o mundo, embora não consigam se livrar do complexo de vira-latas, pois se sentem meramente menores e associados ao grande jogo mundial. Para eles, o lugar do peão é na fábrica produzindo.

Como o mostrou o grande historiador José Honório Rodrigues (Conciliação e Reforma) “a maioria dominante, conservadora ou liberal, foi sempre alienada, antiprogresssita, antinacional e nãocontemporânea. A liderança nunca se reconciliou com o povo. Nunca viu nele uma criatura de Deus, nunca o reconheceu, pois gostaria que ele fosse o que não é. Nunca viu suas virtudes nem admirou seus serviços ao país, chamou-o de tudo, Jeca Tatu, negou seus direitos, arrasou sua vida e logo que o viu crescer ela lhe negou, pouco a pouco, sua aprovação, conspirou para colocá-lo de novo na periferia, no lugar que contiua achando que lhe pertence (p.16)”.

Pois esse é o sentido da guerra que movem contra Lula. É uma guerra contra os pobres que estão se libertando. Eles não temem o pobre submisso. Eles tem pavor do pobre que pensa, que fala, que progride e que faz uma trajetória ascendente como Lula. Trata-se, como se depreende, de uma questão de classe. Os de baixo devem ficar em baixo. Ocorre que alguém de baixo chegou lá em cima. Tornou-se o Presidene de todos os brasileiros. Isso para eles é simplesmente intolerável.

Os donos e seus aliados ideológicos perderam o pulso da história. Não se deram conta de que o Brasil mudou. Surgiram redes de movimentos sociais organizados de onde vem Lula e tantas outras lideranças. Não há mais lugar para coroneis e de “fazedores de cabeça” do povo. Quando Lula afirmou que “a opinião pública somos nós”, frase tão distorcida por essa midia raivosa, quis enfatizar que o povo organizado e consciente arrebatou a pretensão da midia comercial de ser a formadora e a porta-voz exclusiva da opinião pública. Ela tem que renunciar à ditadura da palabra escrita, falada e televisionada e disputar com outras fontes de informação e de opinião.

O povo cansado de ser governado pelas classes dominantes resolveu votar em si mesmo. Votou em Lula como o seu representante. Uma vez no Governo, operou uma revolução conceptual, inaceitável para elas. O Estado não se fez inimigo do povo, mas o indutor de mudanças profundas que beneficiaram mais de 30 milhões de brasileiros. De miseráveis se fizeram pobres laboriosos, de pobres laboriosos se fizeram classe média baixa e de classe média baixa de fizeram classe média. Começaram a comer, a ter luz em casa, a poder mandar seus filhos para a escola, a ganhar mais salário, em fim, a melhorar de vida.

Outro conceito inovador foi o desenvolvimento com inclusão soicial e distribuição de renda. Antes havia apenas desenvolvimento/crescimento que beneficiava aos já beneficiados à custa das massas destituidas e com salários de fome. Agora ocorreu visível mobilização de classes, gerando satisfação das grandes maiorias e a esperança que tudo ainda pode ficar melhor. Concedemos que no Governo atual há um déficit de consciência e de práticas ecológicas. Mas importa reconhecer que Lula foi fiel à sua promessa de fazer amplas políticas públicas na direção dos mais marginalizados.

O que a grande maioria almeja é manter a continuidade deste processo de melhora e de mudança. Ora, esta continuidade é perigosa para a mídia comercial que assiste, assustada, o fortalecimento da soberania popular que se torna crítica, não mais manipulável e com vontade de ser ator dessa nova história democrática do Brasil. Vai ser uma democracia cada vez mais participativa e não apenas delegatícia. Esta abria amplo espaço à corrupção das elites e dava preponderância aos interesses das classes opulentas e ao seu braço ideológico que é a mídia comercial. A democracia participativa escuta os movimentos sociais, faz do Movimento dos Sem Terra (MST), odiado especialmente pela VEJA faz questão de não ver, protagonista de mudanças sociais não somente com referência à terra mas também ao modelo econômico e às formas cooperativas de produção.

O que está em jogo neste enfrentamento entre a midia comercial e Lula/Dilma é a questão: que Brasil queremos? Aquele injusto, neocoloncial, neoglobalizado e no fundo, retrógrado e velhista ou o Brasil novo com sujeitos históricos novos, antes sempre mantidos à margem e agora despontando com energias novas para construir um Brasil que ainda nunca tínhamos visto antes.

Esse Brasil é combatido na pessoa do Presidente Lula e da candidata Dilma. Mas estes representam o que deve ser. E o que deve ser tem força. Irão triunfar a despeito das má vontade deste setor endurecido da midia comercial e empresarial. A vitória de Dilma dará solidez a este caminho novo ansiado e construido com suor e sangue por tantas gerações de brasileiros.
 
*Teólogo, filósofo, escritor e representante da Iniciativa Internacional da Carta da Terra.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Resultado da Audiência de Primeira Instância

Você pode conferir a Resenha do processo 558. Ano 2009.108, que mostra o resultado da Audiência que foi realizada no dia 20-01-2010 em  Óbidos-Pará, ou pelo site do TRT8. http://www.trt8.gov.br/ConsultaProcesso/formulario/frset_index.asp

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

CHAPA RENOVAÇÃO E JUSTIÇA se encontra com a governadora do Pará

No último dia 19-06-2010, a Chapa Renovação e Justiça a convite do presidente do Partido dos Trabalhadores de Oriximiná (PA), participou de uma cerimônia de entrega de equipamentos para as Prefeituras de Oriximiná e Jurutí.

Na oportunidade, representantes dos trabalhadores de mineração de Porto Trombetas entregaram à Governadora Ana Júlia Carepa documentos e uma camisa da Chapa Renovação e Justiça.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Presidente tampão trata mal associados

Vários associados procuraram os membros da Chapa Renovação e Justiça para reclamar sobre o descaso do Presidente Tampão do Sindicato, que ao ser perguntado sobre a situação da Ação que tramita na Justiça referente as HORAS|Transporte, simplismente tratou mal os seus associados e falou ainda que essa questão é causa perdida e que não falará mais sobre o assunto.
No entanto, todos nós sobemos que a COMPANHIA VALE pagou mais de 80 milhões aos seus colaboradores, e sabemos também que a MRN pertence ao mesmo grupo. É estranho que estejamos de fora!

Diretoria ultrapassada faz trabalhador passar vergonha em festa

 Um trabalhador passou constragemento na porta do Clube do Sindicato, pois foi barrado junto com a namorada.
Os argumentos foram de que a acompanhante não era associada.
Indignado  com o que acontecido, o trabalhador procurou a entidade para cancelar suas filiação.
Isto é uma Vergonha!

ENTREVISTA NA RÁDIO COMUNITÁRIA DE ORIXIMINÁ

Em entrevista na Rádio Comunitária de Oriximiná os representantes da  Chapa Renovação  e Justiça Jair Cohen e  Anatonio Basilio denuciam os vinte anos de tirania sindical em Porto Trombetas pelo Sr. Assis e seus comparsas. Segundo Antonio Basilio (Mineirinho), que possui uma pequena empresa em Porto Trombetas, ele teve dificuldades de fazer as homologações de seu funcionários, pois está sendo perseguido, pela diretoria tirana e ultrapassada da STIEMNFO.
Ele precisou se deslocar para Oriximiná para realização das devidas hemologações.

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Acordo coletivo 2010

Poucos funcionários prestigiaram nesta terça feira dia 15 de junho a negociação sobre o acordo coletivo 2010.


A categoria está desacreditada sobre a negociação 2010, por esse motivo não aparecem muitas pessoas nas assembléias. A categoria não acredita mais na diretoria que hoje está no mandato.